quinta-feira, agosto 18, 2016

Grafismo na areia

A atividade de contornar em diversas superfícies vem do método Montessori. Nele, o educando repete o traçado em uma bandeja com sal ou areia. É ideal para trabalhar com crianças que ainda não tem a habilidade motora fina necessária para escrever, mas já estão desenvolvendo o princípio da linguagem escrita. Além disso, realizar os movimentos para desenhar as letras, traços ou desenhos é um preparo para que elas atinjam a mobilidade para segurar lápis ou canetas futuramente!

http://naescola.eduqa.me/atividades/linguagem-letras-na-areia/

Além de preparar  para a escrita, também tem o objetivo de estimular a percepção tátil, dessensibilização, percepção visual, coordenação viso-motora, memória visual, freio inibitório, concentração, atenção, orientação espacial, controle e  execução. Não podemos esquecer da brincadeira, ela deixa tudo mais divertido e a criança aprende com mais facilidade!
Veja os exemplos!

Professora do AEE Eliane Caetano Venturella
Educandos: Júlia Domingos/Arthur Vladmir/Miguel Rennes

Exploração dos traçados para gravar (memória visual) - Miguel
Traçando com o dedo para a percepção tátil
Fazendo o movimento na cartela antecipando o traçado na areia com os dedos - Arthur
Agora dificultando utilizando só a ponta do dedo

Iniciando o grafismo na areia com movimentos mais simples - Miguel
Movimentos na areia - Júlia
Movimentos mais elaborados


Hora da brincadeira: esconder os objetos - Arthur
Miguel
Brincadeira livre - Bicicleta fazendo movimentos na areia


quarta-feira, agosto 17, 2016

Língua Portuguesa para surdos - continuação

Depois do trabalho com identificação e pistas, partimos para gêneros discursivos. Como nosso objetivo é despertar o interesse pela segunda língua (Língua Portuguesa), pensamos em trabalhar com alimentos. Comemos por necessidade e/ou prazer. Se há necessidade de comer e "não sei fazer comida, não sei ler, ou não tenho um adulto comigo, como faço?" Então, nossos educandos teriam que descobrir qual era o tipo de texto que estávamos explorando. No caso a RECEITA.
Mostramos que para fazer um bolo é necessário saber ler uma receita, buscar na internet ou em um livro de receitas. Mas como fazer esta busca? Quais ingredientes? Quais os passos devemos seguir?

A Psicóloga Greice fez surpresa trazendo a receita de Bolo de Chocolate e causou euforia. No atendimento de Língua Portuguesa iniciamos com leitura, como os educandos ainda encontram um pouco de dificuldade nesta etapa, utilizamos o recurso visual da internet, explorando os meios de pesquisa. Após, fomos ao concreto, ou seja, fazer o bolo. Colocamos os ingredientes sobre a mesa e oferecemos a receita. Eles deveriam separar o que estava sendo solicitado, além das quantidades de cada produto. Quando havia dificuldade, um auxiliava o outro. Se não encontravam a resposta, mostrávamos outras estratégias, como observar os ingredientes pelos rótulos, já que o recurso visual é muito utilizado no trabalho com surdos.

O trabalho em parceria sempre dá certo! Confira as fotos!

Equipe: Layse (intérprete), Greice (psicóloga), Eliane (professora AEE), Ana Lívia, Pablo (educandos) e Tatiane (instrutora) .

Iniciando a receita com a leitura do ingredientes e amostragem dos produtos

Quantidade de cada ingrediente da massa


Iniciando a massa do bolo
Por meio do concreto aprender unidade de medida/grandeza (pequeno-médio-grande) ou como está escrito numa receita (chá/café/sopa)
Mexendo a massa
Untando a forma
A massa está pronta
Cobertura do bolo

Está pronto para assar... Vamos aguardar agora!

Bolo pronto

Oferecendo um pedaço para os educandos

Oferecendo para a direção
Oferecendo para os profissionais

segunda-feira, agosto 01, 2016

No Limite do Amor

No exercício da Psicologia Clínica, com frequência somos questionados a respeito da melhor forma de educar uma criança. 
Pais, ansiosos em proporcionar a seus filhos a melhor educação, demonstram culpa e dúvidas em relação à "punições". 
É preciso considerar que estamos em constante transformação sócio-cultural ("os tempos são outros") e que as crianças e adolescentes têm, em sua rotina, atividades, estímulos e conceitos que muito diferem dos que tinham seus pais na mesma faixa-etária.
Muitas vezes demonstram-se angustiados, relatam se surpreender com algumas atitudes de seus filhos e dúvidas sobre que atitude tomar. Porém, alguns fatores foram relevantes para que os pais perdessem ou diminuíssem consideravelmente o contato com seus filhos. Um deles é o fato de a maioria das mães trabalharem fora e terem pouco tempo para acompanhar os acontecimentos na vida dos filhos, como tinham as mães, há alguns anos. Quantidade não é sinônimo de qualidade, porém, essa ausência, somada a outros fatores que influenciam no desenvolvimento de todo ser humano, resultam, muitas vezes, na perda de alguns valores e princípios dos pais. A essência familiar é abalada quando as crianças não têm a oportunidade de vivenciar e compreender a importância de respeitar os limites impostos pelos pais e se não os vêem como figuras de autoridade em suas vidas, dificilmente conseguirão respeitar professores, patrões, e qualquer relação hierárquica. A questão é que alguns pais, temendo cair no erro de uma educação radical e opressora (muitas vezes as crianças apanhavam sem saber a razão ou sabiam que estavam sendo injustiçadas. Em outras situações, não tinham a oportunidade de se defender ou de opinar), acabam caindo num outro extremo tão perigoso quanto o contexto vivido em sua infância: a falta de limites e regras na dinâmica familiar. O que muitas vezes caracteriza-se pela omissão em situações em que é necessária a intervenção dos pais.
É importante que os pais tenham certeza de sua resposta antes de dizer "não" a um pedido, e que não voltem atrás no primeiro argumento ou insistência da criança. Porque além de sentir  segurança na imposição dos pais, aprenderá a lidar com os "não's" que a vida lhe dirá. Aprenderá a respeitar os limites de suas ações para não violar o direito do outro. O adulto que somos hoje é resultado de tudo o que vimos, ouvimos, conhecemos, experimentamos, enfim, tudo o que vivemos desde que nascemos. A Psicologia Comportamental denomina essas vivências como condicionamentos, e auxilia o indivíduo (durante o processo psicoterápico) a admitir a necessidade e a possibilidade de mudar seus conceitos, de corrigir alguns padrões cognitivos que estão lhe causando danos. As técnicas comportamentais são empregadas diante das necessidades de modificar condutas inadequadas, facilitar novas descobertas, auxiliando o indivíduo a interagir com o meio de forma tranquila e produtiva. É salutar, no desenvolvimento da criança que experimente limites, regras e disciplina. Estes fatores que servem como "bússula" para o ser em desenvolvimento que busca constantemente segurança em seu amadurecimento. Até mesmo as frustrações, que os pais evitam tanto, contribuirão para que seus filhos cresçam de forma sadia, emocionalmente, desde que tenham amparo, sintam-se amados, protegidos e seguros por aqueles que eles têm como referência. Desde que compreendam a razão de as coisas não terem acontecido conforme desejaram ou planejaram.
Auxiliar os pais em tarefas domésticas como arrumar sua própria cama, e aprender a ser organizada contribui para que a criança cresça com hábitos de organização que só a beneficiarão no decorrer de sua vida. Isso não é explorar, isso é ensinar a colaborar, é ensinar a contribuir, isso é educar. Com o passar do tempo, uma tarefa que parecia pesada ou difícil, torna-se um hábito e começa a ser executada com naturalidade.
Mais importante que disponibilizar tempo é necessário aproveitar o tempo; mais do que dar presentes é necessário elogiar; mais do que castigar é necessário olhar nos olhos e demonstrar decepção; mais do que cobrar é necessário dar exemplo; mais que sustentar é necessário amar.
Cada indivíduo, com seus defeitos e virtudes, têm seu valor. Cada família tem sua própria dinâmica, seu jeito próprio de conviver. Siga seus instintos de proteção e amor, sem sentimento de culpa, na hora que precisar "frear" seu filhote. Às vezes, é preciso que razão e emoção atuem na mesma medida!

(Elisabete Castro)

quinta-feira, julho 21, 2016

Teatro "Meu pai é um homem pássaro"

Os educandos, pais e profissionais do Cemespi ficaram muito felizes com este espetáculo! 

Parabéns e obrigado mais uma vez por terem vindo aqui nos encantar com esta peça!

Esta peça foi criada a partir do romance “My Dad’s a Birdman” do britânico David Almond. Na trama, Jack é um homem que, após a perda de sua esposa, vive sob os atenciosos cuidados de sua filha Lizzie. Apaixonado pelos pássaros e tomado pelo desejo de voar, Jack se vê diante da chance de lançar-se no ar quando é anunciado que a cidade receberá ‘A Grande Competição do Pássaro Humano’. O sonho do “avoado” pai passa a ser também um desejo de sua filha e, assim, novos laços começam a ser estabelecidos entre os dois, um homem pássaro e uma menina pássaro.

 Dramaturgia: Cia. Experimentus  / Direção: Daniel Olivetto 
Elenco: Andréa Rosa, Daniel Olivetto, Marcelo F. de Souza, , Natália Pereira e Sandra Knoll 

 
 
 
 
 
 

segunda-feira, julho 18, 2016