sexta-feira, maio 27, 2016

Nova Ferramenta no Serviço de Fisioterapia

    ESTEIRA
A equipe de Fisioterapia do CEMESPI conta com um novo equipamento que irá ampliar as possibilidades de treinamento de marcha dos pacientes atendidos. A esteira rolante foi doada à APP dessa instituição por Liria Aninha e recebeu adaptações específicas pelos fisioterapeutas que se utilizaram do corrimão da barra paralela já existente para facilitar o apoio durante o deslocamento, regulando individualmente sua altura.
A esteira rolante permite um padrão de marcha sincronizado e ritmado, possibilitando passos mais harmoniosos e correções por parte dos terapeutas mais funcionais e de acordo com as necessidades de cada paciente. É possível evoluir no treino aumentando a velocidade e reduzindo os apoios de membros superiores até sua retirada total.
Observamos também um fator motivador para essa intervenção onde os pacientes se interessam pelo novo equipamento e se permitem novos desafios.



 


 

quarta-feira, maio 25, 2016

Animação sobre TDAH!!!!


A importância de brincar sem brinquedo

Um foguete, uma varinha mágica, um trem ou qualquer tipo de animal estão entre as muitas formas que um simples graveto pode tomar pela criatividade e imaginação (principalmente) das crianças. O exercício é importante para o desenvolvimento e para a construção autoral dos pequenos e, ter esta consciência, ajuda os adultos a garantir que haja momentos livres de brinquedos prontos.
“É preciso não planejar tantas atividades e não deixar tantas opções de brinquedos com uma função específica disponível”, afirma Tatiana Weberman, responsável pelo SlowKids, movimento que propõe a desaceleração para a infância. “Deixar menos opções, muitas vezes, é abrir uma porta para a criatividade e uma vastidão de possibilidades.”
Criadora da plataforma de brincadeiras Massacuca, Graziela Iacooca, conta que, ao contrário de muitos adultos, as crianças não precisam de instruções para brincar com objetos do cotidiano. “A nossa proposta é tirar o lúdico de objetos normais, o que a criança sabe fazer. Estamos ensinando os adultos a disponibilizar isso para os pequenos”, comenta.
O caso mais famoso é o tradicional baú de tesouros. Basta uma caixa, balde ou sacola e diferentes objetos da casa, como utensílios de cozinha em tamanhos e materiais variados. “Daí podem sair narrativas de histórias incríveis ou um bolo ou qualquer coisa que a criança queira e ela vai se divertir não apenas com os objetos, mas com a criação”, comenta Graziela.

barco com sacola plastica
Construções das crianças podem ser ricas de significado. Foto: Território do Brincar
Os mesmos objetos podem ser também contornados, congelados, ornamentados, mergulhados na água, enterrados e assim por diante. “Não somos exatamente contra brinquedos, mas contra o excesso de brinquedos e contra os que têm uma função específica”, explica.
Um animal bem pequeno, por exemplo, pode ser colocado dentro de uma bexiga com água, congelado e depois se transformar em um ovo a ser quebrado para retirar o bicho de lá de dentro.
O brincar espontâneo é objeto de pesquisa da cineasta Renata Meirelles. Por conta disso, viajou por 9 estados e estabeleceu-se em 14 comunidades diferentes durante 1 a 3 meses para estudar o assunto e produzir o documentário Território do Brincar, lançado este ano. “O foco foi sempre entender o que a criança faz, elas que dizem o que querem nos mostrar”, conta.
Ela e o marido viajaram com os dois filhos, agora com 6 e 8 anos, que também participavam das brincadeiras. Os destinos escolhidos foram locais com pouca estrutura como o Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, ou o Recôncavo Baiano.
“A gente viu muitas que não se utilizam de brinquedos comprados, industrializados, elas reúnem o nada e organizam para compor o que elas brincam”, explica, ainda com o encanto da riqueza percebida. “Nesta busca, ela consegue se ver representada por aquelas coisas que ela fez, compôs, arrumou. Cria um diálogo grande com quem ela é.”

Capim e tecido se tornam 'boneca em batizado'. Foto: Território do Brincar
Capim e tecido se tornam ‘boneca em batizado’. Foto: Território do Brincar
Para ela, há um “sufocamento da própria infância” com a quantidade de brinquedos de que algumas são cercadas. “Mesmo os brinquedos mais comuns, como carrinhos e barquinhos, para os meninos, quando são feitos por eles, com latas, tábuas, chinelos, pneus e uma gama de objetos contam uma história e geram um vínculo diferente.”
Ela conta que impressionam os detalhes, por exemplo, em casinhas com panos colocados como toalhas de mesa e flores para decorar. “Foi incrível a diversidade de composições de brinquedos e brincadeiras”, comenta.
Os filhos levaram uma mala de brinquedos que também eram compartilhados e costumavam interessar às demais crianças. “Certamente se você falar que vai dar, eles querem, mas sabem distinguir. Eles dizem, por exemplo, que brinquedo comprado ‘quebra’, ou seja, os deles, em sua percepção, são apenas modificados.”
Para ela, entre tantas lições do projeto Território do Brincar, uma bastante clara é que a infância precisa do ócio e da ausência de brinquedos prontos para que possam acessar os próprios desejos, vontades e interesses. “Elas conseguem concretizar na prática seus sonhos com sua imaginação.”

segunda-feira, maio 23, 2016

Dessensibilização com lãs

Comportamentos estereotipados dos autistas: a alteração sensorial.

Obs: Esta atividade foi realizada com diferentes deficiências, mas que foi percebido a necessidade desta estimulação
  
Professora do AEE: Eliane Venturella
Educandos: Arthur Vladmir
                    Miguel de Lima
                    Júlia Domingos 
                    João Gabriel Cavalheiro
                   
O nosso sistema nervoso recebe diversos estímulos através dos órgãos dos sentidos, como informações visuais, auditivas, táteis, olfativas, gustativas, proprioceptivas e vestibulares. O sistema nervoso, então, organiza estas informações, decodifica-as e responde a elas de forma apropriada, por exemplo, buscando mais de um estímulo que gerou sensações prazerosas e repelindo ou se afastando de um estímulo que gerou sensações aversivas.
As crianças autistas, entretanto, apresentam alterações orgânicas que afetam a recepção e a decodificação de estímulos sensoriais. Com isso, estes estímulos podem afetar o organismo da criança de forma exagerada ou diminuída, isto é, gerando muito prazer ou extrema aversão. Desta forma, um estímulo que, para as pessoas que não possuem tal alteração sensorial, gera uma sensação levemente prazerosa ou quase neutra, para uma criança autista pode gerar uma sensação muito prazerosa e, assim, extremamente reforçadora, fazendo-a buscar esta estimulação repetidas vezes. Por exemplo, olhar objetos rodando (uma estereotipia bastante comum nesta população). Em outros casos, um estímulo que para nós é prazeroso ou neutro, pode ser extremamente aversivo para as crianças com autismo, por exemplo, alguns sons comuns do dia-a-dia, mas que geram extrema irritação em crianças autistas.
Devido à presença desta característica na maior parte das crianças com autismo, é fundamental que elas passem por experiências sensoriais nos atendimentos do AEE. É necessário avaliar como o organismo da criança está recebendo e decodificando estímulos sensoriais, identificar possíveis disfunções neste processo e, então, aplicar procedimentos para minimizar estas falhas e regular o organismo da criança por meio da Integração Sensorial. 
Os estímulos sensoriais são divididos em categorias, como:
  • Macios: algodão, pelúcia, lado macio da esponja de louça, etc.
  • Compressores: touca de natação, cobertores ou lycra (para enrolar a criança), pesos sobre o corpo, etc.
  • Ásperos: lado áspero da esponja de louça, lixa, areia, etc.
  • Sonoros: instrumentos musicais, fone de ouvido, microfone, aparelho de som, etc.
  • Luminosos: lanterna no escuro, brinquedos que brilham ou com luzes, etc.
  • Cerdas: espanador, escovinha de cabelo de bebês, pena, etc.
  • Gelatinosos: massinha, geleca, tinta, etc.
  • Térmicos: bolsa térmica, gelo, água quente e fria, etc.
  • Vestibulares: cama elástica, rede, balanço, etc.
  • Massageadores: massageador elétrico ou de madeira, massagens com cremes hidratantes, etc.
  • Proprioceptivos: piscina de bolinhas, luva de borracha cheia de água, arroz, feijão, etc.
Essas atividades proporcionam à criança o contato com diferentes estímulos sensoriais (texturas, sons, movimentos, imagens, etc.) e observando suas respostas a cada estímulo.
A dessensibilização, consiste em expor a criança a essa estimulação repetidas vezes, sempre pareando-a com outras estimulações prazerosas. Assim, o estímulo aversivo pode vir a adquirir as características reforçadoras do estímulo que gera prazer. Além disso, durante este procedimento, nunca deve-se permitir que a criança sinta novamente a aversão àquele estímulo. Para isso, é importante parar a estimulação antes de ficar aversiva.
 
Referências Bibliográficas:
Rampazo, S. M. (2011). A terapia ocupacional utilizando-se da teoria da integração sensorial e da análise aplicada do comportamento para minimizar estereotipias de crianças com transtornos do espectro do autismo. Monografia para o curso de Pós-graduação em Terapia Ocupacional – Saúde Funcional, Facis – Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo.
  
Veja um exemplo de atividade de dessensibilização: categoria da propriocepção. Aqui foi utilizado lãs coloridas.
Arthur Vladmir procurando as letras do seu nome
 

Confira o vídeo


João Gabriel procurando bolas transparentes com objetos dentro com auxílio da lanterna
 
 


Júlia Domingos procurando as letras do seu nome
 
Miguel procurando as letras do seu nome
 

Miniaturas em massinha de modelar

Nesta atividade além de brincar com a massinha de modelar, que é uma das atividades preferidas das crianças (centro de interesse), ela proporciona o aprimoramento da motricidade fina, estimula a percepção viso motora, percepção visual, atenção focada e a concentração.

Primeiro deixar a criança utilizar as mãos livremente para depois incluir os pegadores e o modelador, pois estes recursos necessitam de maior esforço por parte da criança.

Materiais utilizados:
  • Massinha de modelar - cor escolhida pela criança
  • Botões em formato de bichinhos ou objetos diversos
  • Colheres de diversos tamanho
  • Modelador de massinha 
Professora do AEE: Eliane Venturella
Educandos: Júlia Domingos
                    Júlia Provesi
                    Arthur Vladmir
                    Miguel de Lima

Pegadores diversos

Júlia Domingos
 
Júlia Provesi

Arthur

Miguel
 


Confira o vídeo

Posição em W

Na posição em W a criança obtém um aumento da base de sustentação do corpo, desse modo ela consegue ficar mais estável sem ajustes posturais. No entanto, apesar de maior estabilidade, essa posição favorece a instalação de encurtamentos musculares e contraturas, além de maior risco de luxação do quadril.
Além disso, a estabilidade que a posição garante, não permite à criança exercitar seu equilíbrio, limitando os movimentos de rotação do tronco e transferências laterais (alcançar um objeto que encontra-se ao lado, por exemplo). 

Crianças que sentam nessa posição devem ser corrigidas para adotar posturas alternativas! Corrija sem brigar ou dar atenção ao lado negativo, apenas mostre uma opção mais saudável para que a criança continue suas atividades tranquila! Antes que os radicais reclamem que "hoje em dia não pode nada... no meu tempo era assim/assado...", coloquei 4 modelos de como sentar de modo correto!

O problema não está no “de vez em quando” sentar assim. Está que a frequência leva ao hábito, e o hábito à lesão... Se podemos alterar o hábito, por que deixar de fazê-lo?
Dúvidas consulte teu pediatra de confiança!


Fonte: Dr. Evandro Amorim  https://www.facebook.com/drevandroamorim/?fref=ts
Foto de Dr. Evandro Amorim.

quarta-feira, maio 18, 2016

Definidas as regras de atuação de instituições públicas e particulares na educação especial

Inclusão

  • Quinta-feira, 05 de maio de 2016, 15h47
As novas regras estabelecidas pelo MEC asseguram que a educação especial tenha sempre a perspectiva inclusiva (arte: ACS/MEC)Instituições de ensino públicas, particulares e confessionais que atuam na área da educação especial contam agora com regras claras a observar sobre as atividades que oferecem a alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades–superdotação. Portaria do Ministério da Educação estabelece critérios para o funcionamento, avaliação e supervisão dessas escolas.
Segundo a diretora de políticas de educação especial do MEC, Martinha Dutra, a oferta dessa modalidade de ensino já era orientada no Brasil por meio de notas técnicas e da Resolução nº 4, de 2009, do Conselho Nacional de Educação (CNE). A portaria agora publicada, porém, atende o estabelecido pelo Plano Nacional de Educação (PNE).
Dividida em três partes, que versam sobre as atividades, as regras de funcionamento e os critérios para avaliação e supervisão, a portaria, de acordo com Martinha, dá respaldo aos gestores municipais e estaduais de educação. Para a diretora, amparados pela orientação do MEC, os gestores das secretarias de educação ganham mais segurança para organizar a oferta desses serviços na própria rede. E, se for necessário, podem firmar convênio por meio de chamada pública, o que hoje não acontece em todos os casos. Além disso, a supervisão da qualidade do que é ofertado também passa a ser exigida.
“Muitas vezes, esse serviço é público, mas ele igualmente tem de ser supervisionado pela própria rede — se está funcionando ou não, se os alunos e alunas estão sendo bem atendidos, se as famílias estão satisfeitas”, diz Martinha. “Tem de haver esse feedback para a comunidade escolar.” A educação especial, segundo Martinha, deve ter sempre a perspectiva inclusiva.
Inclusão — A ressalva sobre o olhar que se espera da educação especial, que deve ser sempre o de inclusão, é importante porque abrange o conceito e também a prática da modalidade. “Educação especial não é mais sinônimo de escola especial; ela passou a ser uma modalidade complementar ou suplementar”, diz Martinha. Isso significa que ensinar a ler, a escrever, a fazer operações matemáticas, por exemplo, não compete a essa modalidade. “Isso se aprende numa turma comum, de pessoas com e sem deficiência aprendendo juntas”, diz. “Mas o que faz a educação especial? Promove as condições de acessibilidade.”
São essas as condições que Karine Adrielly da Silva Santos, aluna do sexto ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Lajeado, do município de São Paulo, encontra desde 2011, quando ingressou na escola e descobriu que tinha transtorno do espectro autista. Para Karine, o ingresso na escola regular foi não só a porta de acesso para a educação como também para a saúde. Até então, a família não percebera que a menina interagia e se comunicava muito pouco para a idade. Somente após a observação da professora o diagnóstico foi procurado e o tratamento, iniciado.
Segundo a pedagoga Cláudia Mistreli, que acompanha a menina há dois anos na sala de recursos multifuncionais, frequentada desde quando a estudante chegou à instituição de ensino, Karine só falava por meio de músicas e histórias. “Não interagia com as crianças, também; a coordenação motora fina era muito prejudicada”, relata.
Acessibilidade — Com o acompanhamento de uma estagiária de pedagogia durante as aulas só para a menina, além das atividades na sala de recursos, duas vezes por semana, no contraturno, os avanços são notórios. “A leitura e a escrita vieram de modo estruturado, mas ela conseguiu”, afirma Cláudia. “Agora a Karine fala dentro do contexto também. Acreditamos que, até o nono ano, vamos ter muito sucesso com ela.”
Conforme a professora, os estudos de caso compartilhados entre professores e equipe especializada, assim como a parceria com a família, foram essenciais para outra grande conquista de Karine: a autonomia. “Eu faço um monte de coisa na escola: faço brincadeiras, jogos que me ajudam na sala de aula e ajudam a melhorar a leitura e a escrita”, diz a estudante. “Eu quero ser atriz e cantora também, [quero] trabalhar.”
Karine está entre os 56 alunos que contam com educação especial no corpo de cerca de 1,1 mil estudantes da escola Lajeado. Lá, são diversas as especificidades das crianças do primeiro ao nono ano — deficiências intelectual, física, auditiva e visual e transtornos diversos.
A Portaria do MEC nº 243, de 15 de abril de 2016, que estabelece os critérios para o funcionamento, a avaliação e a supervisão de instituições públicas e particulares que prestam atendimento educacional a alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades–superdotação, foi publicada no Diário Oficial da União de 18 de abril último.
Assessoria de Comunicação Social
Confira a Resolução do CNE nº 4, de 2 de outubro de 2009

Link:  http://portal.mec.gov.br/component/content/index.php?option=com_content&view=article&id=35901%3Adefinidas-as-regras-de-atuacao-de-instituicoes-publicas-e-particulares-na-educacao-especial&catid=202&Itemid=86

Reunião de Pais

Bom dia!!!!

Senhores Pais ou responsáveis

Faremos uma reunião com assuntos gerais e com a Palestra: A importância da Família no Desenvolvimento Infantil.

Data: 25/5/2016
Horário: 19h
Local: Auditório do colégio Nilton Kucker (em frente ao CEMESPI)

Sua presença é muito importante, aguardamos todos os pais!

 

CEMESPI 2016

Olá, estamos de volta para a divulgação dos trabalhos realizados no centro. Aqui você terá a possibilidade de ver as atividades propostas e saber como seu filho participa. Todo planejamento é feito com zelo e excelência. Fique a vontade para deixar recados e sugestões!